quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Resenha - Ponto de Impacto

Demorei mais de um mês, mas enfim trouxe a prometida resenha de "Ponto de Impacto".
Espero que gostem!

Livro: Ponto de Impacto
Autor: Dan Brown
Páginas: 440
Editora: Sextante


Sinopse: Quando um novo satélite da NASA encontra um estranho objeto escondido nas profundezas do Ártico, a agência espacial aproveita a descoberta para contornar uma série crise econômica e de credibilidade, gerando sérias implicações para a política espacial norte-americana e, sobretudo, para a iminente eleição presidencial. Com o objetivo de verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca envia a analista de Inteligência Rachel Sexton para o local. Acompanhada por uma equipe de especialistas, incluindo o carismático pesquisador Michael Tolland, Rachel se depara com indícios de uma fraude científica que ameaça abalar o planeta com uma profunda revelação. Antes que Rachel possa falar com o presidente dos Estados Unidos, ela e Michael são perseguidos por assassinos profissionais controlados por uma pessoa que é capaz de tudo para encobrir a verdade. Em uma fuga desesperada para salvar suas vidas, a única chance de sobrevivência para Rachel e Michael é desvendar a identidade de quem se esconde por trás de uma conspiração sem precedentes.


Acho que já comentei algumas vezes o quanto admiro o trabalho de Dan Brown. Sou encantada pela narrativa atraente, carregada de informações que denotam o rico trabalho de pesquisa feito acima de cada tema abordado. No entanto, preciso confessar que, dos quatro livros que já li deste escritor, Ponto de Impacto ficaria em quarto lugar.

O livro está muito longe de ser considerado ruim. É excelente, como todos os textos do Dan. Os personagens, como sempre, são complexos e cativantes. Destaque para a protagonista Rachel Sexton, da qual me tornei fã logo na primeira aparição. Todo o desenvolvimento e a rede de mistério e suspense também são muito bem amarrados, de forma com que só descobri quem era o verdadeiro traidor quando este foi desvendado na trama. O roteiro? Fabuloso! Misturar algo tão polêmico quanto a possibilidade de vida extraterrestre, com intrigas e armações feitas pelas poderosíssimas NASA e Casa Branca foi (mais uma) tacada de mestre do autor.

Então, se é tudo tão perfeito, o que faz este livro ficar em último lugar em disputa com os outros títulos de Dan Brown? Vou explicar:

Pela primeira vez em um livro de Dan Brown, achei as sequências de ação cansativas e confusas. Talvez tenha sido o momento que li, alguma desatenção da minha parte. Também achei algumas cenas forçadas demais, com ações que beiram o humanamente impossível, e outras em que as vidas dos personagens são salvas por acasos (ou sorte) inacreditáveis. Poderia ter sido só um pouquinho menos "MacGyver".

Porém, já percebi lendo outras resenhas, e também conversando com outras pessoas que já leram o livro, que Ponto de Impacto é uma leitura "8 ou 80". Há quem o considere como o melhor trabalho de Brown, outros como o menos interessante (não dá pra dizer "pior" quando todos são muito bons, não é?!). Eu me encaixo no segundo grupo, o que não quer dizer, em hipótese alguma, que deixo de recomendar a leitura.

Apesar de, por vezes, considerar as cenas de ação cansativas, todo o suspense da história nos prende de forma com que não dá pra parar de ler. As cenas mudam sempre nos momentos mais cruciais, trazendo ao leitor aquela agonia boa, aquela necessidade de ler mais para descobrir o que vai acontecer. Também achei este livro mais romântico do que os outros (talvez se equiparando a "Fortaleza Digital"), com o cativante casal Rachel Sexton e Michael Tolland. As tiradas de bom humor são sempre ótimas e vindas nos momentos certos, dando aquela "quebrada" ideal em cenas de muita tensão. Neste último quesito, vai um destaque ao personagem Corky: astrofísico, amigo de Michael Tolland e uma criatura extremamente simpática e cativante.

Outro comentário pessoal: fiquei com muita raiva do Dan Brown continuar com a mania de matar personagens que eu simpatizo. Mas, obviamente, não vou contar quem foram os meus queridinhos mortos em Ponto de Impacto.

Enfim, apesar das críticas, ainda é uma leitura válida. Recomendo!

5 comentários:

NikaSanc disse...

Ótima resenha Lu!
Confesso que não sou das mais favoráveis a Dan Brown, mas sua resenha ficou super bacana. *_*
Beijos [-=S

Paola Patricio disse...

Sou apaixonada pelo Dan Brawn, ele realmente tem livros incríveis!!

Porém, Ponto de Impacto não me atraiu muito... Mas, a resenha ficou ótimo e assim que eu tiver oportunidade lerei sim!
Fiquei curiosa agora!!

Beijos

Mireliinha disse...

Como você sabe, nunca li nada do Dan, né Lu?!
Mas com essas suas resenhas, fico morrendo de vontade de ler haha

bjs xuxu

Renata Holanda disse...

Pensei que seria um outro autor, pela linha editorial e trama de Da Vinci. Gostei da trama deste livro,e de suas reflexões acerca dos personagens.
Parabéns
Abraços
Renata
www.tecergirassois.blogspot.com

Paola Scorpio disse...

Engraçado, isso... Lembro que, quando a Priscila leu o livro, descobriu os criminosos antes da metade. Segundo ela, a trama dos liros do Dan Brown é sempre a mesma, de modo que, após ler dois livros, os outros se tornam absolutamente previsíveis, embora ela continue gostando dos mesmos.

Já eu nunca li Dan Brown. Quando do estouro que foi O Código Da Vinci, eu tinha muita vontade de lê-lo, mas não tive a oportunidade de - ou o tempo necessário para - pôr minhas mãos sobre ele. Depois, vi um filme, vi o outro, e me desinteressei por completo (apesar de ter gostado dos filmes). Pouco após assistir Anjos e Demônios, ganhei o respectivo livro, de presente de amigo secreto. Fiquei tão decepcionada com o presente... Sério, o livro está guardado na minha escrivaninha, e nunca tive vontade de ler.

E juro que não foi pelo comentário de previsibilidade feito pela Priscila. Tenho plena noção de que alguém como eu, que nunca conseguiu desvendar um único crime de Agatha Christie - e eu li 43 livros dela - jamais conseguiria descobrir o assassino. Simplesmente, algo em mim mudou e se desinteressou. Estranho, não?