terça-feira, 19 de abril de 2011

Resenha - A Cidade do Sol


Livro: Cidade do Sol
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira

Sinopse:

Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.

Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.

Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.


Cidade do Sol conta a história de duas mulheres afegãs. Primeiro conhecemos Mariam, aos quinze anos. É uma harami (bastarda) criada pela mãe, e que idolatra o pai que, movido pela culpa, frequentemente sai da casa onde vive com as esposas e filhos legítimos para visitá-la. A mãe é uma mulher amarga, castigada pela vida, que cria sozinha a filha tida fora do casamento e passa seus dias a adverti-la do quanto seu pai é um covarde, e a ensiná-la sobre como é dura a vida das mulheres naquele país. Porém, Mariam apenas vem a ver a verdade das palavras da mãe quando esta morre, deixando-a completamente sozinha no mundo.

O pai – seu antigo ídolo – arranja-lhe um casamento com um homem de quarenta e cinco anos, abandonando a filha à própria sorte.

De início, Rashid demonstra-se um marido carinhoso e protetor. Contudo, em muito pouco tempo deixa transparecer sua natureza agressiva.

Então, surge Laila, uma menina com uma vida bem diferente da que Mariam teve: frequenta a escola (o sonho que Mariam nunca conseguira realizar) e é filha de um professor que sempre lhe diz que ela poderá ser o que quiser. Tem duas amigas e um melhor amigo por quem, com o tempo, vem a se apaixonar. Tinha tudo para ser completamente feliz, mas os horrores da guerra acabam por, pouco a pouco, destruírem sua vida.

Num determinado ponto, as vidas dessas duas protagonistas se encontram, e então nasce entre elas um laço tão forte quanto o de mãe e filha.

O livro é tanto triste quanto encantador, capaz de levar qualquer um às lágrimas em diversas cenas. Em alguns momentos, é até mesmo desesperador encarar a realidade do Afeganistão... E, o que é pior: a realidade das mulheres afegãs.

Eu já admirava demais o trabalho do Hosseini em “O caçador de pipas”, mas devo dizer que me tornei sua fã incondicional após ler Cidade do Sol. Sem dúvidas, um dos melhores livros que já li. O autor é dotado de um talento e uma sensibilidade absolutamente admiráveis.
Infelizmente, não dá pra contar mais da história, senão acabaria por cair no pecado mortal dos spoilers. Só posso dizer que é uma leitura que recomendo a todos.

“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça disso, Mariam.”

Você pode ler o primeiro capítulo do livro clicando aqui.

Espero que tenham gostado da resenha de hoje. Semana que vem tem mais =)

Beijos!

5 comentários:

Paola Scorpio disse...

Se gostei? Nossa, isso que é resenha boa! Mais um livrinho pra lista...

*olha pro tamanho da lista e suspira longamente*

Errr... Bem, uma hora eu ponho as leituras em dia, né? Certamente, lerei A Cidade do Sol! :)

Ah, a propósito... Recebi ontem os marcadores. Brigadaaaaaaaa!!!!

Josy-chan disse...

Eu admito, Caçador de Pipas me decepcionou... mas, depois da sua resenha, acho q vou dar um crédito pro autor e procurar esse livro.

Por Trás das Letras disse...

Eu ainda não li nem esse nem "Caçador de Pipas" espero um dia ler ambos.

Beijos.

Thai.

Kellen Baesso de Sousa disse...

Amei esse livro, achei até melhor que Caçador de Pipas. É lindo, triste e passa uma mensagem e tanto.
Parabéns pela resenha.
Beijos

Dani Marreiros disse...

Nunca li nem esse nem O Caçador de Pipas >.<
abafa.
rsrsrs
Eu só assisti ao filme do Caçador de Pipas e realmente me emocionei...
Mas a leitura deve ser ainda melhor, gostei da resenha, quando tiver um tempinho eu procuro o livro aqui na biblioteca pra ler.
bjoks Lu!
=)