quinta-feira, 7 de abril de 2011

Resenha - Quem Precisa de Herois


Chegou de Book Tour pra mim, há duas semanas, o livro “Quem precisa de Heróis” da minha colega de editora Vivianne Fair.

Vamos à resenha?


Autora: Vivianne Fair
Editora: Lexia

Sinopse: Sephira é uma jovem donzela que está fugindo, sendo perseguida por dois encapuzados. Para a sorte da moça, quatro heróis estilosos surgem para salvá-la. Azar o deles se morrem pelas mãos da mesma.

São ressuscitados por um clérigo e têm que pagar uma taxa absurda. Como heróis não costumam ter dinheiro – fazem tudo de bom coração e com os conselhos de seus livros de auto-ajuda – resolvem ir em busca da jovem e receber a recompensa pela captura dela, além de salvar o mundo da ameaça que a moça representa: pode destruir tudo com um espirro.

De seu lado, a jovem logo encontra um elfo boa-pinta disposto a ajudá-la. Afinal, ela destruiu a sua aldeia e agora ele não tem nada melhor para fazer. De outro, um belo e poderoso feiticeiro, no melhor estilo vilão de RPG, deseja o poder de Sephira e procura seduzi-la. Envia à moça um ovo, que revela ser um enorme dragão vermelho voador cuspidor de fogo. Claro que isso desperta nela seu intinto maternal e acolhe o dragão de quinze metros com muito carinho.

Quem está certo, no final das contas? Você teria alguma idéia de como impedir alguém que pode destruir o mundo na primeira TPM?


Logo de cara, conhecemos Sephira, a jovem donzela perfeitinha que vive aprisionada injustamente. Bem, nem tão injustamente assim, já que a moça é dotada de um poder extraordinário, capaz de destruir o mundo. Com a ajuda de uma das serviçais, ela consegue fugir, sendo, porém, perseguida. Quando estava prestes a ser presa novamente, no entanto, ela é salva por um grupo de herois, que se comovem ao ver tão bela e frágil (?) donzela em perigo. Mas Sephira é esperta o suficiente para saber que tais herois acabariam matando-a, caso soubessem do risco que ela representa. Sendo assim, é mais rápida em matá-los, com a mesma facilidade com que se esmaga meia dúzia de formigas. Logo depois, ela se depara com o Elfo ladrão bonitão Djin, que, por estar sem nada melhor pra fazer, resolve ajudar a total desconhecida (talvez por ela ser a perfeição em pessoa... Ainda que fosse capaz de destruir o mundo numa crise de TPM).
E é dessa forma, nada politicamente correta, que começa as aventuras da protagonista pelo mundo.

Sephira é belíssima, elegante, cativante e esperta. Além de ter um homem (elfo) lindo, super apaixonado e protetor ao seu lado. É uma perfeita Mary Sue.

Nota: Mary Sue, segundo definição da própria autora: “Personagem bela, poderosa, amada por todos. Criada pelo superego do autor – nesse caso, estupidamente exagerado.”

Porém, ao contrário de todas as Mary Sues que nos fazem criticar as autoras ao extremo, essa é diferente por ser uma Mary Sue confessa. E confessa de forma absurdamente divertida. Sephira passa por situações cômicas ao extremo, que se tornam ainda mais cômicas pelo fato dela ser uma Mary Sue. Aliás, até os outros personagens sabem disso, e a chamam assim durante o decorrer de toda a história.

Minha primeira impressão (Ok, a segunda. A primeira foi: “Nossa, que livro grande! O.o) foi a melhor possível: a capa é linda! E todo o trabalho de diagramação foi super bem feito. Destaque para a fadinha (Fal?) marcando as separações das cenas. Pequenos detalhes, mas que encantam o leitor.

E, ao iniciar a leitura, não me decepcionei. Quem precisa de herois? Não é apenas “um livro engraçado”. É uma história muitíssimo bem escrita, com uma narrativa envolvente, impecável e muito divertida. Aqui, dou destaque para as notas de rodapé, que representam praticamente uma “conversa em off” da autora com quem está lendo o livro. Achei essa ideia genial!

A história em si é envolvente e muito (MUITO!) engraçada, tendo também seus momentos de emoção. Os personagens secundários, por vezes, roubam a cena e são muito bem construídos.

Meu destaque vai para os personagens Blaze (a guerreira mais macho que muito homem!), Alex (O bárbaro, e seu modo bem peculiar – mas nada educado – de falar), Fal (a fadinha apaixonada pelo Djin. Pra mim ela é mais legal que a Mary Sue – falo mesmo!), e Tiamat (o dragão-vermelho-voador-cuspidor-de-fogo)

É um livro atemporal, onde vemos – o tempo inteiro – referências modernas a filmes, livros e músicas atuais.

Em resumo: A-DO-REI! Super recomendo!

Conheça a autora através do blog, Skoob ou twitter.

Espero que tenham gostado da resenha de hoje. Semana que vem trago mais uma.

Beijos!

4 comentários:

Vivianne Fair disse...

Luu, amei sua resenha!! Muito completa, te adoro!! =*** ^^

Paola Scorpio disse...

Um dragão vermelho cuspidor de fogo chamado Tiamat? Acho que o livro também faz referência a desenhos animados... :D

Confesso que, a primeira vez que me deparei com esse livro (acho que foi no site da Lexia) e li a sinopse, não me empolguei. Sabe aquela sensação de "ih, mais uma comédia forçada"? Pois é, a premissa não me convenceu de que a história pudesse ser efetivamente boa mas apenas uma comédia que, de tão absurda, me deixaria entediada.

Agora, porém, lendo a tua resenha, confesso-me bastante interessada (eu quero ver o Tiamat!), por mais que continue implicando com essa história de destruir o mundo com um espiro. Destrui-lo por estar na TPM, vá lá. Mas por causa de um espirro?!?

Suellen disse...

Nossa! Agora me deu uma curiosidade de ler o livro. Deve ser uma comédia a personagem principal.

Zeus preciso de dinheiro.

=D

Mireliinha disse...

Eu tô SUPER curiosa pra ler esse livro! Já estava e com a sua resenha, Lu, fiquei MUITO mais *-*

:*