sexta-feira, 13 de maio de 2011

Resenha - Noites de Tormenta



Livro: Noites de Tormenta
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito

Sinopse:
Aos 45 anos, Adrienne Willis repensa toda a sua vida quando o marido a abandona por uma mulher mais jovem. Com o coração partido e em busca de descanso ela segue para a pequena cidade de Rodanthe, na Carolina do Norte, para cuida da pousada de uma amiga, Quando uma tempestade terrível se aproxima, Adrienne começa a achar que sua fuga perfeita está arruinada - isso atá a chegada do novo hóspede, o Dr. Paul Flanner. Aos 54 anos, o médico chega a Rodanthe para repensar sua profissão e relação com a família. Agora, em meio à tempestade que os cerca, os dois seres feridos procurarão conforto um nos braços do outro - e esse único fim de semana despertará sentimentos que irão acompanhá-los pelo resto de suas vidas.


Depois de ler muito a respeito dos livros do autor Best-seller Nicholas Sparks, e de me sentir uma excluída literária por ainda não ter lido absolutamente nada dele, dei-me por vencida e comprei – numa feira de livros da minha Cidade – o livro Noites de Tormenta. Óbvio que o Richard Gere na capa foi um chamariz enorme.

Como sempre, começo falando da estética do livro: a capa é linda, com uma cena do filme adaptado do romance. Gostei muito, também, da diagramação: um trabalho super bem feito. Mas achei super fino, com apenas 173 páginas.

Falando do enredo, acho que a maioria já deve saber que romance puro não é o meu gênero preferido – já mencionei isso em outras resenhas. Por isso, sempre costumo observar os detalhes que fazem o livro fugir um pouco dos tantos clichês que vemos nesse tipo de literatura. Acho interessante, por exemplo, quando as histórias abordam um amor mais maduro, de pessoas que já passaram do auge dos vinte ou trinta e poucos anos. É o caso dos protagonistas de Noites de Tormenta, ambos divorciados, já com seus quarenta ou cinquenta e poucos anos. Acho que histórias assim nos mostram que não há uma idade para se apaixonar, viver um grande amor ou fazer planos de recomeçar a vida. Para ser feliz, de qualquer forma. Outra característica que faz esse enredo se diferenciar um pouco da maioria dos romances é a falta da figura do vilão, o que o torna mais verossímil.

Adrienne é uma mulher madura, a qual o marido abandonou para viver com uma moça mais jovem. Vê-se às voltas com a tarefa de cuidar sozinha dos filhos adolescentes e do pai, doente e internado num hospital, ao qual ela trabalha duro para conseguir pagar. Quando uma amiga lhe pede o favor de cuidar de sua pousada durante um fim de semana, Adrienne vê ali uma oportunidade de descanso e, por que não dizer, uma tentativa de fuga temporária para os problemas.

Paul, dedicou toda a sua vida à profissão de médico, negligenciando o filho – com quem não fala há alguns anos – e a esposa que, cansada da ausência do marido, pediu o divórcio. Tentando repensar sua profissão – e resolver alguns problemas pendentes com a família de uma paciente que faleceu após uma cirurgia feita por ele – Paul chega a cidade de Rodanthe, hospedando-se na pousada pela qual Adrienne está responsável durante o fim de semana.

Anos mais tarde, essa história é contada por Adrienne a sua filha Amanda, que está sofrendo terrivelmente pela morte do marido.

Achei o livro interessante, mas confesso que esperava mais. Acho que todas as críticas super-positivas que tinha lido até o momento me deixaram com uma expectativa muito alta, que não foi devidamente suprida. Acredito que, talvez, parte do encanto do livro tenha se perdido com a tradução, pois me incomodou um pouco certos detalhes do texto como o uso de palavras repetidas no mesmo parágrafo ou frase, além de um ou outro errinho (bobos, confesso) de digitação que encontrei. Enfim, detalhes técnicos que só gente chata como eu percebem rs. É o tipo de coisa que não me incomodo muito de encontrar em livros de autores independentes, que não contam com um trabalho profissional de revisão, mas a qual eu acredito que deveria ser minimizada ao máximo em obras de editoras conceituadas. Também senti falta de ser “puxada” para dentro da história, de me ver emocionalmente envolvida com os personagens... E não senti isso com a narrativa do Sparks.

Porém, é um livro que indico, sim, a todos que gostam de um bom romance. E também pra quem está a procura de uma história leve e curta.

4 comentários:

Por Trás das Letras disse...

Odeio o Richard Gere! uahauah
tá ok, odiar é exagero, só não curto.
Eu continuo sendo excluida em relação ao Nicholas Spark, ainda não li nada dele! haha
Eu acho inconcebível editoras grandes lançarem livros com erros gráficos!
-.-'
Sua resenha ficou muito boa, Lucy, mas de todos os livros do Spark esse é o que menos me atrai. Não leio ele tãão cedo.

Bjoks!
Dani

Mireliinha disse...

O primeiro livro que li do Sparks, O Milagre, me decepcionou D: Não que seja ruim, maaas acho que fui com muita sede ao pote x.X Agora tô muito afim de ler Um Amor pra Recordar e Diário de uma Paixão uahsuahsuahs
Noites de Tormenta é realmente muito bem cotado né Lu... Mas eu entendo você e suas críticas (sou igual) :P

=***

Mi
Inteiramente Diva

Josy-chan disse...

Nicholas Spark é um autor muito sensivel, capta bem a alma humana. Dos "modinhas" atuais, é o unico q eu curto, de verdade.

Paola Scorpio disse...

Ainda não li nada do Sparks, e acho que não lerei tão cedo.

Capa de livro com foto do filme é uma coisa que me incomoda. Sério mesmo. Quando eu vejo um livro assim, fico com a maior ânsia de saber qual era a capa original, antes da existência do livro. A única vantagem disso, a meu ver, é o fatro de, olhando a capa do livro, eu já saber que existe um filme: afinal, quando uma história realmente me interessa e eu quero ter acesso a ambas as versões, sempre olho o filme primeiro. Assim, a possibilidade de decepção é reduzida :)

Quanto aos erros... Incrível como tem saído livros cheios de erros ultimamente. Estou lendo a trilogia Aléxandros, do Valerio Manfredi, publicada pela Rocco. Tudo fluía muito bem, até lá pela metade do primeiro livro, quando vi um errinho de digitação. Após, vi mais e mais erros, e não apenas de digitação. No segundo livro, mesma coisa. Não fosse uma história tão boa, eu já tinha largado de mão.